segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Oficinas de Resgate da Alma Feminina

Certos ofícios nos ajudam a entrar em contato com nossa natureza mais profunda. A arte está nesse campo de ações que alimentam e celebram as estações da alma.

A partir de agosto, ofereceremos oficinas diversificadas ao público feminino para proporcionar autoconhecimento e resgate do poder pessoal.


Primeira Oficina: Confecção de Bonecas de Pano

- Turma 1: 3 encontros semanais às segundas-feiras, de 19:00 às 21:00 - Datas: 16/08, 23/08 e 30/08
- Turma 2: 3 encontros quinznais às sextas-feiras, de 18:30 às 20:30 - Datas: 20/08, 03/09 e 17/09

- As turmas serão reduzidas para garantir espaço e mais atenção ao processo individual de cada participante. Entre em contato e garanta sua participação!

Caso os dias e horários não sejam compatíveis com sua agenda, entre em contato: temos disponibilidade para formação de novas turmas.

Veja mais informações no cartaz abaixo
(para ver o cartaz numa versão maior, clique sobre a imagem e você o lerá numa nova janela)


sábado, 24 de julho de 2010

Diário e autoconhecimento

No nosso mais recente encontro, no Grupo de Reflexão sobre o Feminino, fizemos juntas uma "oficina do diário". Refletimos sobre essa experiência de autoconhecimento e fizemos um trabalho de arteterapia, onde cada uma construiu seu próprio diário. Papéis, tecidos, linhas, lantejoulas, tintas, lápis coloridos, colas, tesouras e muita criatividade!

Veja abaixo alguns registros desses momentos. Em seguida, você pode ler um texto reflexivo sobre o assunto.



“Querido diário”: um convite ao auto-encontro *

Algumas pessoas enxergam o hábito de escrever diários como algo que remete à adolescência. O famoso cadeado que tranca o diário pode ser considerado um símbolo da necessária construção de fronteiras, que vivemos nessa fase da vida. Ao pensar em diário, muitos já visualizam jovens mocinhas, que desejam guardar seus segredos amorosos entre desenhos fofos e os tais cadeados. Por tal visão condicionada, chegando à fase adulta as pessoas evitam este hábito por achá-lo infantil, bobo, próprio só para guardar “segredinhos”. Mas, na verdade, o exercício de registrar sentimentos, fatos, pensamentos só para si é um caminho belíssimo de autoconhecimento e crescimento pessoal. Todos nós precisamos de espaço para entrar em contato com as nossas emoções e o diário pode ser uma importante via de acesso.

Divido com vocês uma experiência pessoal: eu tenho meu próprio diário! No meu caso, optei por não comprar aqueles cadernos prontos para se fazer diário. Escolhi o papel que eu desejava, o material para a capa, que depois iria decorar ao meu modo, e decidi encadernar. Não foi simples! Comprei as folhas recicladas, consegui um material mais rígido como um papelão para a capa e fui encadernar. Como queria um caderno pequeno, pediria que as folhas fossem partidas ao meio. Chegando ao local onde faziam encadernação, o atendente me disse que eles não faziam o serviço de corte, mas que me emprestaria a guilhotina para que eu mesma cortasse (fiquei me perguntando: se não fazem o serviço de corte por que têm uma guilhotina?!). Aceitei, fui cortando aos poucos, pegando pequenos montes, encaixando na guilhotina, medindo à minha maneira... Como era de se esperar, minhas folhas ficaram totalmente tortas! Tive que aparar arestas, cortei, lixei e, ainda assim, ali estavam as marcas da imperfeição. Em princípio fiquei frustrada, porém depois veio a reflexão: Que ótima maneira de me encontrar com as minhas arestas internas!

Escrevendo no diário tem-se a experiência de expor os sentimentos aos próprios olhos, ver as palavras dando forma ao que se encontra confuso dentro de nós. O próprio diário forma um todo, reunindo os textos em uma só narrativa de nossa alma. O que antes eram só alguns fragmentos desconexos, aos poucos vai ganhando um sentido. Ali você entra em contato com suas incongruências, as interrogações, você pode se deparar com seu modo típico de encarar as situações. A hesitação e a coragem dançam diante de seus olhos. Sem nenhum ensaio, a trama da vida se mostra para nós. As palavras surgem como setas nos mostrando o caminho. A alma deixa-se mostrar ao lhe darmos espaço.

O desabafo permite que o calor emocional baixe e vamos conseguindo o que está além. O diário é um companheiro nessa jornada de auto-encontro, ele é o registro do que carregamos dentro do peito. Nessa tarefa temos a possibilidade de ver por outro ângulo, ler e reler a nossa história, ressignificar. Cada ato pode trazer muitas reflexões,que vão além do simples escrever sobre. Estar diante da folha em branco, o modo como encerramos ou retomamos a escrita, como nos sentimos enquanto nos vemos escrever... Tudo que surge ao longo do processo também é meio para nos conhecermos. Ali você pode encontrar espaço para traçar planos, organizar ideias, distrair-se, colocar para fora o que incomoda. Você é quem decide, seguindo o ritmo conforme o seu momento.

Resgate o "Querido diário”, reserve esse tempo e esse espaço para observar o que é importante. Só você, a caneta, o papel, os sentimentos e as palavras. Uma forma simples e, ao mesmo tempo, profunda de se escutar e de se encontrar.


* Texto de Juliana Gomes Garcia
Psicóloga, psicodramatista, aromaterapeuta, coordenadora do Espaço Revitalizar.
Idealizadora e coordenadora do Grupo de Reflexão sobre o Feminino.


Este e outros textos disponíveis em: http://julianaggarcia.blogspot.com

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Workshop "Resgate da Alma Feminina"'


Venha participar de mais uma atividade do Espaço Revitalizar voltada para você, mulher!


A criatividade, a espontaneidade, a possibilidade de expressão, a alegria de viver, a força, a autoestima: como estão esses elementos em você?
Adormecidos? Esquecidos? Ativos? Despertos?

Venha entrar em contato com a essência feminina natural, descobrindo o potencial renovador da sua energia criativa, resgatar o poder pessoal através do contato com a energia do Feminino. Acesse todo o potencial que está dentro de você, à espera do seu reconhecimento!

Um dia para estar consigo, dando espaço ao que verdadeiramente importa.

Programação geral:

- Abertura: Feminino Substantivo
Momento de apresentação de ideias que embasarão nossa busca pelo Feminino.
- Vivência: Acordando a mulher
Momento para despertar o que anda adormecido em você.
- A mulher e seus ciclos: momento de conversa e trabalho de arteterapia
Somos feitas em ciclos, nessa vivência iremos concretizá-los e entendê-los melhor.
- Momento aromaterapêutico: trabalhando as emoções através do uso de óleos essenciais
Acessar o bem-estar físico, emocional e energético através da aromaterapia em diferentes formas de aplicação.
- Acordando o corpo: danças, massagens e reflexão
Nessa vivência, seu corpo continuará a receber cuidados e a ser ouvido.
- Construção de um altar: o resgate do Feminino
Vivência arteterapêutica para conclusão de nossos trabalhos de autocuidado e reencontro.

:. Escolha uma das datas: 31/07 (sábado) OU 07/08 (sábado)
:. Horário: 09:00 às 17:00
:. Investimento: R$80,00

INSCRIÇÕES SOMENTE ANTECIPADAS

Profissional responsável:
Juliana Gomes Garcia: psicóloga formada pela UFMG (CRP 04/29028), pós-graduada em Psicodrama e aromaterapeuta. Coordenadora do Espaço Revitalizar, onde é facilitadora do Grupo de Reflexão sobre o Feminino.

Dê-se um presente: cuide de si mesma! Você merece!

Inscrições e informações:
(31)9176-2008
espacorevitalizar@gmail.com

segunda-feira, 31 de maio de 2010

A mulher e suas estações

"Aprendi com as primaveras a me deixar cortar e a voltar sempre inteira"
(Cecília Meireles)

Em março deste ano, tivemos encontros abertos para a celebração do Dia Internacional da Mulher e refletimos sobre as fases, as estações, o caráter mutante e renovador do Feminino.

Veja algumas imagens desses momentos:





terça-feira, 18 de maio de 2010

“As questões da alma feminina não podem ser tratadas tentando-se esculpi-la de uma forma mais adequada a uma cultura inconsciente, nem é possível dobra-la até que tenha um formato intelectual mais aceitável para aqueles que alegam ser os únicos detentores do consciente. Não. Foi isso o que já provocou a transformação de milhares de mulheres – que começaram como forças poderosas e naturais – em párias na sua própria cultura. Na verdade, a meta deve ser a recuperação e o resgate da bela forma psíquica natural da mulher”.

(Clarissa Pinkola Estés, em “Mulheres que correm com os lobos", pg.19)

domingo, 16 de maio de 2010

Grupo de Reflexão sobre o Feminino

Este grupo tem a proposta de unir o sentimento ao conhecimento, construindo assim sabedoria. Ir contra a maré da divisão e remar para a integração. A cada encontro vivências, reflexões e estudos integrando saberes, aprendizados e experiências. Lemos, participamos de vivências, fazemos rodas de conversa. Crescemos juntas.

Trabalhamos com a idéia de que o Feminino é mais que simples adjetivo. É substância, é energia, é substantivo, é força que se presentifica.

Os temas abordados são organizados levando em consideração os interesses do grupo, além da introdução de assuntos importantes para guiar nosso aprofundamento. Os desafios da mulher na atualidade, arquétipos da mitologia grega e sua relação com a personalidade feminina, relações familiares, ancestralidade... Este e muitos outros assuntos são trabalhados sempre de forma vivencial.

Agora surge esse espaço virtual para COMPARTILHAR... Para que outras pessoas, perto ou longe, se sintam acolhidas pelo nosso círculo. Para que sejamos multiplicadores de reflexões que gerem mais crescimento pessoal, autoconhecimento e uma sociedade mais amorosa.

Temos uma missão: utilizar o nosso interesse, o nosso empenho e nosso conhecimento em benefício do resgate do Feminino na atualidade. Gestar novas idéias e dar luz a novas ações.

Mulheres que cuidam de mulheres

São crescentes os movimentos de cuidado de mulheres em relação a outras mulheres. Em associações, em organizações governamentais e não governamentais, em grupos terapêuticos, em propostas holísticas, em movimentos políticos notamos cada vez mais a união de mulheres em prol das mulheres. Não se trata de algo novo em essência, mas talvez tenha ganhado um pouco mais de visibilidade. Quem nunca ouviu histórias de avós que se uniam com suas comadres na criação dos filhos, para bordar, trocar receitas e mais que isso para compartilhar toda uma vida, formando uma verdadeira rede muitas vezes silenciosa ou silenciada por uma sociedade que sufocava e anulava a sua expressão... Os risos, as lágrimas, os sonhos por muito tempo ficaram reservados à beira do fogão à lenha, ou às margens do rio onde se lavavam a roupa e a alma. Hoje talvez se perceba com mais clareza a importância desses espaços de troca, de abertura, de compartilhar e as mulheres tenham buscado mais conscientemente por algo assim.

Vemos mulheres que tomam a iniciativa de proporcionar algo a mais, mulheres que criam oportunidades e convidam outras a dividirem com elas esse pão de vida. Sem um espaço onde possamos ser aceitas - em nosso silêncio ou em nosso falar - nos sentimos sufocadas, aflitas, tristes e sem viço. Parece que algumas mulheres percebem isso no mais fundo da sensibilidade de sua alma e não sossegam enquanto não encontram um meio de expressão para ela e para as outras.

Ali, no caos que se instala nesse sufocamento, nessa sensação de vazio ou até de transbordamento muitas mulheres encontram as chaves, os instrumentos, os ingredientes para verdadeiras transformações alquímicas, para recomeços, para novos caminhos. No caos de situações que poderiam dilacerar, algumas mulheres descobrem força há muito guardada. E essa força chega para fazê-la respirar fundo o suficiente para encher seu corpo de energia e poder então seguir. Mulheres que retornam das cinzas, por vezes meio chamuscadas, mas que percebem em suas marcas sinais de que caminhos outros ela pode seguir, de que cuidados precisa tomar e para além de si percebem algo mais: existem outras tantas que também sofrem com as batalhas de todos os dias, existem outras tantas que nem força têm encontrado para lutar. Desperta assim mais que a energia para seguir sua trilha solitária, mas também a noção de que é preciso se unir a outras mulheres, de que é preciso que cuidemos umas das outras.

Quanto dessa energia já habita dentro de mim, de você e andamos buscando aí fora? Quantas dessas mulheres estão aqui nas colunas do Absoluta e Yinsights? Quantas dessas mulheres estão lendo agora esse texto? E quantas dessas mulheres não escrevem, não leêm, mas têm a suprema sabedoria em seus corações e encontram-se por aí nos mais distantes vales?

Muitas vezes é só no saculejo do caos que silenciamos um pouco a mente, que nos vemos sem respostas prontas e o novo pode emergir. É no novo que tanto assusta que podemos encontrar as mudanças que almejamos, mas que fazendo sempre as mesmas coisas não conseguimos alcançar. Que saibamos deixar espaço para que essa força escondida dentro de nós resplandeça. Que permitamos que a mulher oculta dentro de nós possa vir à luz e cuidar de nossas feridas, uma mulher cuidando da outra como primeiro passo dessa ciranda.

(Juliana Gomes Garcia - psicóloga, psicodramatista, aromaterapeuta e coordenadora do Espaço Revitalizar. Idealizadora e coordenadora do Grupo de Reflexão sobre o Feminino)

Publicado em:

http://julianaggarciapublicados.blogspot.com/2008/12/mulheres-que-cuidam-de-mulheres.html

http://yinsights.blogspot.com/2008/10/mulheres-que-cuidam-de-mulheres.html